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14 de agosto de 2010

Bienal: notas ligeiras

Por E. Rodrigues & José Rivaldo Ribeiro

Depois de um giro completo pela Bienal de São Paulo hoje, três fortes impressões nos ficaram. Primeira, a de que nunca o evento parece ter recebido tanto público — muitos estandes congestionados e quiosques de alimentação com filas de se perder o apetite. Segundo, de que a Panini subestimou o interesse dos visitantes em seus lançamentos e catálogo (Turma da Mônica, frise-se): corredores lotados e interminável fila no caixa.

Terceiro, que a Mauricio de Sousa Produções é onipresente: Panini, Abril, Globo, Ave Maria, Melhoramentos, Record, Girassol, L&PM, pelo menos, expõem em seus estandes lançamentos e catálogo com quadrinhos ou livros ilustrados com a Turma. Até a capa do projeto coletivo Livro de Todos, da Imprensa Oficial do Estado, tem capa assinada por Mauricio (ok, o romance é de 2008, mas estava lá no estande, em destaque).


A instalação da Panini praticamente repete o esquema das últimas Bienais (São Paulo em 2008 e Rio em 2009). Mas  agora inexiste aquela tranquilidade de dois anos atrás, por exemplo, quando as atendentes distribuíam tranquila e fartamente os exemplares de Turma da Mônica Jovem Número Zero para quem passasse na frente do estande. Pelos corredores do evento, pessoas com as sacolinhas da Panini (estampadas com a capa de MSP+50) eram lugar comum.


Na Editora Globo, Ziraldo autografava com simpatia Menino Maluquinho (completando 30 anos) e o lançamento As Aventuras da Professora Maluquinha em Quadrinhos. Ali perto, Mauricio (disseram) também estaria autografando um dos vários lançamentos com a Turma, mas os arredores de seu estande estavam intransitáveis. A Bienal estava tomada por crianças, que parecem conhecer e admirar Mauricio tanto quanto seus próprios personagens (também impressionante, no mínimo).


Também curioso é o estande da Melhoramentos, que expõe um pouco da longeva editora. Num dos painéis, a reprodução do contrato assinado com a Disney em 1942: 'A esse contrato também se deve a edição de Zé Carioca no Brasil: 1ª edição em 1945, e edição comemorativa 50 anos depois, em 1995'.

4 comentários:

  1. Para ser perfeito, a Turma da Monica só precisa de historinhas mais criativas como: a Turma no espaço, em outros planetas ou em qualquer outra situação de aventura que não limite eles nesse universo de cotidiano infantil.
    Queria muito ter ido...
    Abraços. FabianoCaldeira.

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  2. Fabiano, a Bienal vai até o domingo 22.

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  3. O "problema" com as histórias da Mônica e cia. atualmente é o tom exageradamente infantil das histórias. Não que seja impossível para um adulto ler e gostar, mas eu, particularmente, não gosto de nada muito 'tatibitati'. Antigamente o Limoeiro era um bairro habitado por crianças mais "mal-desenhadas" porém beeem mais interessantes.

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  4. Gosto demais da Turma da Monica e quero muito ir à Bienal do Livro, sabe?!
    Vi um concurso cultural, não sei se conhece, vi no orkut. O link é o http://migre.me/156m9 está valendo um ingresso pra Bienal...quero quero!
    Você podia divulgar tbm, né?! acho interessante!

    B-jinhos

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